terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cruza o teu ódio em mim

O ser humano centra-se nele próprio!
Tu, Ser-humano, cruza o teu ódio em mim!

Porque o ser humano não é nem deixa de ser!

O ser humano não vê para além de si próprio e dos ciclos em que vive. O ser humano julga. O ser humano teme por ser julgado. O ser humano avalia pelos seus olhos.
O ser humano erra.

O ser humano vive em virtualismos de cegueira que o levam à desgraça.
O ser humano destrói o que não controla porque se sente descontrolado na sua destruição.

Eu é que não tenho que abdicar da minha coexistência com o Mundo pelo Ser-humano que não encara os meus prismas e não os aceita. Porém, um dia, ele mesmo me levará a ser como ele...: ser humana!
O ser humano detesta-me e só quer encontrar uma razão para me deitar por terra e levar os seus exércitos a cavalgar por cima do meu pó, pisando o meu sangue lamacento e levando partes de mim nas entranhas da sua raiva.

O ser humano odeia e mata e não admite. Mas eu morro com a minha razão.

1 comentário:

atitac14 disse...

Lá está... o ser humano é parco... o ser-se humano, que o é por si, destrói os transeuntes que demonstram fraquezas que ele sabe conseguir rasgar... O ser humano esquece o equivocável e lança-se ao abismo da sua própria certeza.
O ser humano pilha as vidas de quem mais lhe quer e não lhe dá tempo nem oportunidade de se deixar perceber. O ser humano é ser injusto.