O Homem (con)cede tempo, espaço e parte de si e só assim consegue o que ama... ou o perderá de vez.
O Homem vive a sua própria liberdade de existência, na liberdade do outro.
O Homem só existe se ultrapassar a barreira da sobrevivência em que deixa o que ama livre. Para assim viver em pleno, amando.
O Homem e o espaço precisam-se mutuamente... e só no seu encontro estarão completos.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Sopro
O vento gélido corta-nos a voz.
Soamos, fracamente, a medo eminente.
A água grossa e pesada deixa-nos a alma encharcada de choro e desamparo.
Somos humanos na nossa imensidão de inexistência e falhamos na nossa ambição de pequenez.
Quem queremos ser, matamos e quem negámos ontem, hoje, copiamos até ao mais insólito detalhe.
Sabemos o que queremos, mas dispersamo-nos nas agruras de um pensamento disforme e auto-afirmado como salvação.
Sopro de vida que acaba com o som do mar.
Ser que vive e morre sem nunca se perceber a amar.
Solta anda a vontade de respirar,
numa cadeia de desilusões, críticas e decepções que nos sufocam e abafam até a respiração se deixar transformar numa 'arete' perdida...
abandonada ao sopro de um vento quente de Verão.
Abandonada à eternidade errante de quem não tem onde pertencer.
Soamos, fracamente, a medo eminente.
A água grossa e pesada deixa-nos a alma encharcada de choro e desamparo.
Somos humanos na nossa imensidão de inexistência e falhamos na nossa ambição de pequenez.
Quem queremos ser, matamos e quem negámos ontem, hoje, copiamos até ao mais insólito detalhe.
Sabemos o que queremos, mas dispersamo-nos nas agruras de um pensamento disforme e auto-afirmado como salvação.
Sopro de vida que acaba com o som do mar.
Ser que vive e morre sem nunca se perceber a amar.
Solta anda a vontade de respirar,
numa cadeia de desilusões, críticas e decepções que nos sufocam e abafam até a respiração se deixar transformar numa 'arete' perdida...
abandonada ao sopro de um vento quente de Verão.
Abandonada à eternidade errante de quem não tem onde pertencer.
Dualidade
Levadas
duas pessoas
por suas histórias
dispersas
vidas avessas
e enredos
dos murmúrios em que soas,
Solidão!
Dupla vida
ensurdecedora
paralela
a si!
Duas almas
que, de longe,
anseiam observar-se
e, por fim,
querem amar-se
no longínquo
de um toque
sublime,
da pura magia
que substime
o arrasador
poder que vivia
na descoberta do amor.
duas pessoas
por suas histórias
dispersas
vidas avessas
e enredos
dos murmúrios em que soas,
Solidão!
Dupla vida
ensurdecedora
paralela
a si!
Duas almas
que, de longe,
anseiam observar-se
e, por fim,
querem amar-se
no longínquo
de um toque
sublime,
da pura magia
que substime
o arrasador
poder que vivia
na descoberta do amor.
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