Sentes que já não existes
para os outros...
Os que estão em teu redor sentem
ninguém mais.
Sentes-te só, afinal.
Cais, giras, gritas, sentindo
o vazio do desamparo das profundezas do abismo
e não sentes o fim da queda...
e não sentes o fim da vida...
e não sentes o fim da dor.
Tudo é efémero,
tudo é vazio,
tudo é energúmeno
para ti.
Tudo são os outros
e os outros não te existem.
Tudo é nada.
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