quarta-feira, 25 de julho de 2012

Promíscuo

O branco do papel relembra-nos que já fomos originais.
O branco imaculado revela-nos que nos perdemos por nós.
O papel em que escreveríamos padece e deteriora-se perante o tempo da escrita inerte.
As cores do Mundo abstraem-se de mim e de todos... de necessidade de sublevar o branco à nódoa da sua imortalidade, á nódoa que o meu verso seria no poema da sociedade...

Uma simples palavra: um dizer em mutação e denegrido pela expressão escrita.

(Palavras? Não sei... serão palavras?)

É o Mundo e o que não nos rodeia é o tudo e o que se deseja pelo dinamismo de nós... pelo som do que não há, existindo.

Pelo grito da palavra que se perde na escuridão do som híbrido... da folha branca, promíscua.


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