domingo, 12 de setembro de 2010

...

Minutos...
Chagas...
Pequenas mortes consecutivas.

Dor que me sucumbe à vida,
Corruptos
sons de compasso.

Mecânico,
automático...
Sofrido vivo,
morto.

Minutos,
Chagas...
Pequenas mortes consecutivas
trespassando-me e levando-me

as almas

desdobradas
por ti...


e que,
minuto a minuto,
me arrancas
e me levas
o ar, o brilho, a vida...

...Minutos,
memórias:
Mórbidas Glórias
de quem vive sem
ti.

1 comentário:

ArtRock disse...

Já percebi porque é que não tens tantos comentários quanto mereces, no blogue. É que comentar o que escreves é de uma complicação descomunal! Temos que escolher bem as palavras para que não surjam falhas, futuramente, e para passar a mensagem de que realmente escreves maravilhosamente bem.
Começa a ser cansativo elogiar a tua escrita, por vários motivos.
1º por saber que és a primeira pessoa a desvalorizá-la, faz-me ficar sem palavras para comentar;
2º Faz-me ficar também sem palavras o pormenor de os poemas serem todos tão bons, que parece que dizemos sempre o mesmo, ainda que sejam todos tão divergentes uns dos outros e que nos incutam diferentes emoções;
3º «não há 3º ponto, mas achei que ficava bem por 3 pontos», reforçando a ideia de que me andas a acabar com o vocabulário.
Mais uma vez, gostei muito do poema em que se lê um verso apressadamente para rápido chegarmos ao verso seguinte.