domingo, 12 de setembro de 2010

Pulsar

Calcorreadas
as veias
pelo sangue
que pulsa...

sinto a explosão
que me impele
em mim,
no corpo, na pele,
no ser que senti...
No ser
que queima
que teima
na intempérie
que me habita.

Pulsar
sinto-o...!
Sinto o bater,
o acelerar do coração...

Vejo-te...
Chego, por fim,
perto de ti.
Beijo-te
e, sei, saí
finalmente,
completamente,
de mim...

E,
na tua mão,
acalmei e morri
feliz de amor!

1 comentário:

ArtRock disse...

Romantismo em acção.
Estranhamente eu gosto destes poemas, e não os acho lamechas, apesar de, no fundo, no fundo, o serem. (A) Mas neste romance eu acredito: este romance lírico existe deveras, e o “amor” não é só uma mera palavra, tal como acontece na maioria dos casos que não são ficção. Disso eu gosto, uma vez que não há mentira ou falsidade, somente a realidade pura, já que se o sujeito poético nos diz que é assim, nós não devemos contestar a ideia exposta! :P
Agora a sem brincadeiras: está muito giro, como é normal nos teus poemas.