domingo, 12 de setembro de 2010

Parcela

Morre, parcela de mim...
morre que o esquecimento
e a apatia afastam a dor



Morre, parte de mim,
leva contigo o Eu e a alegria
mas também o sofrimento.


Morro.

1 comentário:

ArtRock disse...

Este faz-me lembrar Florbela Espanca. É triste, mas profundo. E descreve bem o que eu faço em determinadas ocasiões, segundo algumas pessoas – acabo por matar um pouco de mim.
Mas como se costuma dizer em linguagem mais brejeira: para tudo o que nasce, tem que haver algo que morre, senão não havia equilíbrio…