sábado, 4 de dezembro de 2010

Já só memórias

Os raios de sol dançam vagarosamente por entre as folhas de verde claro, acastanhando-as até ao solo. A brisa fá-las balançar melodicamente até ti, que estendes as mãos na minha direcção. 
...E deixas passar as folhas por entre os dedos: acariciam-te a pele branca e fria das tuas mãos e caem leves a teus pés.

Sentes o calor do Outono que te faz cerrar os olhos com o vigor de um calmo desejo do aroma de castanhas, de vento, das chuvas e dos jardins em tom pastel.
Sorris.
Abres os olhos. Sorris-me.

E eu sorrio-te em troca.
E saio para longe com a lembrança do teu abraço.
Com a lembrança do teu olhar; com a lembrança do teu sorriso.

Vou e levo nas minhas mãos as folhas que tocaram as tuas. 

Vou e levo com elas o pouco de ti que me restou.

1 comentário:

atitac14 disse...

As memórias, tal como as vivências, constroem-nos e tornam-nos o que e quem somos. O que escrevo é reflexo disso, o que penso é espelho de tudo e o que vejo e sinto é o resultado do turbilhão em que a vida me arrasta.
E, da minha palavra, também tu fazes parte. Fazes tu, fazem todos, faz tudo e o todo que me rodeia.
Obrigada por isso.