Ouço os soluçares de povos, tempos, nações, guerreiros. Choram, silenciosamente, as mulheres que travam as lágrimas dos filhos gritantes que as agarram em desespero... vê-se pais, maridos, irmãos, filhos sair e partir para a terra que não existe, por força de uma nação persistentemente incansável, insaciável e sedenta de mais...
Revejo-me nas lutas e Impérios, nas batalhas e feridos.
Eu Sou arma, sou guerra, sou a lança, sou o ser-humano... sou o tempo que passou.
Vivo em mercados, trocas, crises e artigos... vivo em viagem, percorro o mundo e aprendo. Batalho e rendo-me, luto e honro-me.
Crio países, lanço tradições e sou Arte.
Nasço, Renasço.
Pintam-me em escultura do que foi o Homem.
Tic...Tac...
Tic... Tac...
Tic...Tac...
Tac...
Tac...
Tac...
...tac...
Cessa a máquina... cessam as válvulas impulsionadoras da força e vigor...
...tac...
cessam os momentos, as histórias, os diários de viagem...
Cessa a Humanidade por si própria...
e cesso.

1 comentário:
É interessante ler o que escreves desde Setembro neste blogue e denotar a evolução que tiveste até agora, que não é esperada nem necessária, quando lemos os primeiros poemas. Acho que os primeiros já estão muito bons, mas que vão melhorando indiscutivelmente, e esta tua carta, não se exclui do nível em que te encontras, unicamente foca a ideia de que a tua escrita é intensa e especial.
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