segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A ti


Escrevo para ti
E nada flui no que escrevo.

Atraiçoa-me o pensamento exacerbando o que não consigo expressar.

Não te consigo escrever,
Pois és mais que o significante que me flutua
Neste turbilhão.

Lembro-te…
Solta-se o meu olhar em ti.
E solto-me ao vento assim
Que te sinto por perto.
Que te sinto a aquecer-me o peito
Num sentimento desconjuntado …
Quero-te aqui
Mas não sei ao certo
Se estarás a meu lado…
Mas sei que existes em mim.

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