Não há Mundo,
não há flores
nem cores,
não há sonhos.
Não há esperanças,
não há guerras,
não há a vida...
há só crianças.
Há o brincar,
o fazer sem pensar...
O correr e sorrir...
há o chegar e o partir...
inconsciente, inocente...
o viver a rir!
Não há crianças...
há o sonho adulto,
há um monstro em vulto
chamado inevitável.
Há o inevitável do existir,
o inevitável de herdar...
quando não nos é possível fugir ou esconder...
quando só é certo o morrer.
Criança, vives por mim,
vives de mim
e vives em mim.
Espero ser, sempre,
a meta de um sonho que possas viver,
na paz da tua serenindade...
e na esperança da tua verdade.
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