sábado, 26 de março de 2011

Criança

Não há Mundo,
não há flores
nem cores,
não há sonhos.

Não há esperanças,
não há guerras,
não há a vida...
há só crianças.

Há o brincar,
o fazer sem pensar...

O correr e sorrir...
há o chegar e o partir...
inconsciente, inocente...
o viver a rir!

Não há crianças...
há o sonho adulto,
há um monstro em vulto
chamado inevitável.

Há o inevitável do existir,
o inevitável de herdar...
quando não nos é possível fugir ou esconder...
quando só é certo o morrer.

Criança, vives por mim,
vives de mim
e vives em mim.

Espero ser, sempre,
a meta de um sonho que possas viver,
na paz da tua serenindade...
e na esperança da tua verdade.



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