Sou prisioneira
do raiar
que me prende
ao brilho dos teus olhos...
Estou detida
pelo teu falar
que se rende
aos meus beijos
e amarra-se-me a voz
ao peito
para te chamar
num sussurro de desespero,
enquanto eu espero,
que me venhas salvar.
Vivo na tua prisão,
feliz por te amar.
2 comentários:
Visitar este blogue é como fazer um brinde às emoções fantasmagóricas que nos assombram. Traduz-se num pensar em sentimentos gasosos tal como o fumo de um cachimbo ou de um cigarro, que são nefastos conforme o que lhe é comparado, e que fatalmente, e em dias como este, nos tornam dissolúveis e com um intenso desejo de nos dissiparmos numa lufada de vento.
A poesia, a par da melodia, consegue expor as pessoas. Revela-lhes o seu lado mais humano, metamorfoseando uma mistura de emoções, brincando, conforme o tema, com o que ele sente. Umas vezes deixa-nos extasiados, outras deixa-nos arrebatados ou detentores de cólera, mas nunca nos anula. Quer de uma forma, quer de outra, evolui o que sentimos, por nos fazer compreender exactamente a nossa situação. A sede do viver; o desejo de amar e ser amado; a fúria contra um mal que deve ser aniquilado, mas que ao invés disso nos aniquila a nós (seres humanos); a ira que tudo isto nos pode provocar, e muitos outros entendimentos podem estar subjacentes num conjunto de linhas e ritmos. Tudo se transforma numa liberdade passiva, mas sublime, que nos obriga, literalmente, a ficar retidos àquilo que nos é transmitido quando se trata de poesia ou música. No presente caso, a escrita de atitac14 leva-nos por todos estes caminhos e actua exactamente desta forma, por ser poesia pura. É poesia que compactua com música aos olhos de quem a lê, ainda que não esteja acompanhada por qualquer tipo de melodia. Em suma, a autora entrega-nos um veneno que nos vicia, em cada letra que junta, em cada frase construída, acabando por nos deixar com uma sede insaciável por mais um dos seus compassos que fazem parte de uma melodia silenciosa e marcante.
É um blogue dilacerante, alucinante, prometedor, mas acima de tudo o resto, é inaudito!
*Continuas a deixar-me absbílica!..
:)
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