Céu verdejante em doce marejar...
cumpres-me no te contemplar
e emudeces-me,
elevando-me,
à terra onde pertenço.
Percorrendo caminhos e sonhos
encontro-me e descubro-te
na palma das minhas mãos abertas
para que não percas
a magia de existir
nos milagres de alegria que componho
a passo e passo, calcorreando
a minha própria vida
nos teus trilhos sinuosos.
O doce clarear ditado pela lua -
essa noite que na tua
vida se deixa cair -
preenche-me o paladar de um sabor a liberdade.
E é a saudade,
que tenho ao te ver,
que me arrasta às raízes a que pertenço.
Sinto a tua aragem
como natural incenso
que penetra as narinas
e me enche o peito
num sonho desfeito
de mim...
tua filha, Terra,
que te perdi.
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