Chove...
a janela rebrilha pelo som da chuva
e escorre pelo vidro em gotas de água
perdidas e esquecidas por uma
nuvem só... de perdão e de mágoa.
Choro...
encosto-me ao peitoral da janela
sob a luz ténue da lua...
que como espelho zela
pela vazia estrada,
pela deserta rua...
onde já ninguém passa.
Pelo menos ninguém que ousasse querer ver.
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