Tenho o pensamento nublado
e o sol que se deleita no silêncio
da chuva e de ti.
Por ousadia
descobre-se um orvalho
que, tímido e nostálgico,
me leva a lânguidos passos pensativos,
de uma mente que vagueia por entre o teu sorriso, abraço, voz
e o exterior...
uma rua, lá fora, diferente da nossa
outra que não a que partilho contigo.
Diferente por distante.
E longínqua por me estranhar.
Quando chovem os olhos
tenho o pensamento nublado,
o coração a transbordar de geada
e o olhar brilhante por te ver
- por entre a chuva -
tão presente no arrepio que a saudade transporta
num gélido rasgar pelo interior mais profundo de mim.
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