segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Silêncio

A tua voz

O som do brilho dos teus olhos a ecoar

O teu sorriso que me fala
nas noites em que não durmo
em que não me é permitido existir...


A quietude

A tua mão

O teu toque

O teu carinho e a vontade de sorrir


...
Nada dura para sempre
mas este era o meu momento do eterno!


E tu só te quiseste a ti
e não mo lo revelaste...


O vício leva-me pelo caminho
do facilitismo que me domina
pela vereda de quem sozinho
a si próprio se contamina...


O vírus de ti
O sonho de mim

e a noite que passou.

E o passado que me amou
também me traiu.


Foste-te.
Leva-me contigo

que eu, sem sentido
me vou...
me levo...
me afundo

e te prezo
na minha solidão.

Leva-me... leva-me!
Pela mão.

Se não me queres,
fá-lo.

2 comentários:

Unknown disse...

Bom, vamos lá a ver se o serviço agora está válido...
Há pouco escrevi algo do género:
ARRASO!
Poema é também descer ao mais fundo do nosso ser...
E, ao mesmo tempo, sentir o enlevo deste rasgar... de ventos e horizontes...

atitac14 disse...

Obrigada, Teresa! É bom ver que quem esteve presente nos primórdios, atenta ainda no que está em evolução e crescimento. E obrigada por ser um dos elementos que ajudam à consolidação desse mesmo enlevo que se sente... ;)