segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Tempo

Ouço os soluçares de povos, tempos, nações, guerreiros. Choram, silenciosamente, as mulheres que travam as lágrimas dos filhos gritantes que as agarram em desespero... vê-se pais, maridos, irmãos, filhos sair e partir para a terra que não existe, por força de uma nação persistentemente incansável, insaciável e sedenta de mais...


Revejo-me nas lutas e Impérios, nas batalhas e feridos.

Eu Sou arma, sou guerra, sou a lança, sou o ser-humano... sou o tempo que passou.

Vivo em mercados, trocas, crises e artigos... vivo em viagem, percorro o mundo e aprendo. Batalho e rendo-me, luto e honro-me.

Crio países, lanço tradições e sou Arte.
Nasço, Renasço.


Pintam-me em escultura do que foi o Homem.

Tic...Tac...
Tic... Tac...
Tic...Tac...  

Tac...

Tac...

Tac...



...tac...

Cessa a máquina... cessam as válvulas impulsionadoras da força e vigor...

...tac...

cessam os momentos, as histórias, os diários de viagem...
Cessa a Humanidade por si própria...

e cesso.


1 comentário:

ArtRock disse...

É interessante ler o que escreves desde Setembro neste blogue e denotar a evolução que tiveste até agora, que não é esperada nem necessária, quando lemos os primeiros poemas. Acho que os primeiros já estão muito bons, mas que vão melhorando indiscutivelmente, e esta tua carta, não se exclui do nível em que te encontras, unicamente foca a ideia de que a tua escrita é intensa e especial.