Abismo existencial;
fosso de luz, de lembranças,
do que é bem e nos faz mal;
queda sentimental...
retorno vociferante,
que me grita, inconstante,
dentro de mim,
sem sentido...
mexo-me e dou voltas...
torno e padeço
do que me desperta...
e não adormeço.
Hoje e amanhã, como ontem e sempre...
sofro.
Coitada, eu, calo.
Vitima, eu, mato.
Inconstante, eu...peço
e exijo certezas...
Mas, as minhas fraquezas
são a minha subsistência.
E nela eu me nutro e alimento
sem que dela tire sustento
à fome que tu mereças
que exista em mim.
E,eu,
existo enfim.
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